projectos&leituras

26 de Maio de 2009

Sátira moderna à sociedade e à beleza

Arquivar em: Sem categoria — Etiquetas:, — francisco @ 8:19

”Olhos Verdes”, de Luísa Costa Gomes, antes de ser um romance, é sobretudo uma sátira moderna à sociedade e à beleza. A autora demonstra-o através dos protagonistas da história: Eva e Pedro Leví. Eva é uma mulher bonita, mas confusa e Pedro Leví é um homem bonito, mas narcisista e hipocondríaco. Em comum têm o facto de ambos terem olhos verdes e de se cruzarem várias vezes ao longo da narrativa.

Luísa Costa Gomes tem em ”Olhos Verdes” uma sátira moderna à sociedade e à beleza, uma sátira repleta de personagens estranhos e inverosímeis como as irmãs da Fonseca, esteticistas e guias espirituais que são protagonistas de vários momentos cómicos. A comédia está patente em praticamente toda a obra. Ainda assim, este livro pode ser cansativo para alguns devido às Ver imagem em tamanho realpersonagens e ao seu temperamento.

Para saberem como é que estas personagens vão ultrapassar os seus medos, leiam Olhos Verdes.

Contos Exemplares de Sophia

Arquivar em: Sem categoria — fatima @ 6:03

Dos contos que li neste livro, destaco O Retrato de Mónica, personagem principal da história.Ver imagem em tamanho real

Mónica é a mulher idealizada por muitos. Quem a conhece tem uma boa impressão dela. No seu quotidiano consegue fazer várias coisas em simultâneo: jogar golfe, fazer colecções, organizar festas. No entanto, ninguém é perfeito porque todos nós cometemos erros. Ela na sua perfeição é imperfeita, sobretudo psicologicamente.

3 de Maio de 2009

Uma vida para sempre

Arquivar em: Sem categoria — mafalda @ 14:58

Em As Intermitências da Morte a morte ganha vida, tem um espaço próprio e toma formas humanas. Toda a obra é um relato da vida que a morte leva, vida essa insatisfatória, solitária, ingrata e, por isso, demasiado longa. Depois dos longos meses em que decide parar a sua actividade num país, para que os humanos repensem a sua posição quanto à vida eterna, a morte é obrigada a reflectir sobre a sua própria condição.
Uma força tão poderosa como a morte nunca se rebaixaria perante a insignificante massa humana, cujas vidas controla. No entanto, poderá apenas um homem ter o poder de controlar a morte?

Esteiros

Arquivar em: Sem categoria — marta @ 14:47

A obra Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes, é uma narrativa da primeira metade do século XX.

Este romance narra a vida de jovens trabalhadores que, nas margens do esteiros do rio Tejo, fabricam peças de barro nos telhais, e expõe a condição social da região do Tejo, sem dramatismos e mostrando a decadência de uma vida sem educação.

As personagens principais, que são crianças, sujeitam-se à dureza do trabalho quando o conseguem arranjar, vadiando e roubando para comer, porque o que eles recebiam no trabalho era muito pouco. Mas, apesar de tudo isto, ainda conseguiam sonhar.

Esta obra aborda também a violência infantil, pois o pai de uma das crianças batia-lhe.

O Homem sem Nome, de João Aguiar

Arquivar em: Sem categoria — sofia @ 14:44

Em O Homem sem Nome encontramos um mundo em que a magia se mistura com o real. Neste mundo vive um poeta que se recusa a ter um nome, um trovador capaz de projectar alguém para outro universo apenas com a voz. É um aventureiro que inicia a sua viagem no deserto, conseguindo encontrar um oásis. Aqui começa o sucesso do poeta, conhece um princípe que o levará a muitos sítios para todos ouvirem a sua voz e sentirem um prazer irresistível tal como o princípe sentiu. Apesar deste princípe se admirar pelo poeta se recusar a ter um nome, este explica-lhe que o nome é uma simples palavra e ele caracteriza-se apenas como uma voz. O leitor entra também neste mundo, acompanhando o poeta nas suas extraordinárias viagens e apercebe-se que o trovador vai mudar a vida das personagens. Será este homem sem nome menos importante para nós do que alguém com um nome ?

É este o romance de João Aguiar que aconselho a ler, muito simplesmente porque, mais do que uma história fantástica, o livro contém uma mensagem sobre a vida e sobre os homens.

Os Bichos

Arquivar em: Sem categoria — joaop @ 14:41

Na obra Os bichos, Miguel Torga inventa um mundo de bichos humanizados. São catorze contos, onde o homem e natureza se unem e onde está retratado o viver transmontano.

Curiosa a palavra “bichos”, e não “animais”. Bichos são, talvez, os animais humanizados, em convivência com o Homem. Amizade, traição, amor, ódio e ambição são os temas mais tratados na obra, como lições de vida.

A linguagem é simples mas cuidada, utilizando um vocabulário fiel à região transmontana.

É através dessa pequena arca de Noé, feita de bichos e gente, que Miguel Torga aponta as injustiças do dia-a-dia.

Utilizando os “bichos”, Miguel Torga cria uma obra apetecível e fácil de ler.

Um pouco acerca de uma grande crónica!

Arquivar em: Sem categoria — andrea @ 14:38

Crónicas dos Bons Malandros, de Mário Zambujal

A forma de escrever deste autor é de bastante simplicidade e com uma tónica de humor em cada capítulo. É uma obra que pode interessar qualquer tipo de pessoa, dado que o autor explora os diferentes tipos de vida das personagens.

Este fala desde a vida das pessoas no circo, relacionando-as com a tragédia e o amor. Por outro lado, menciona a vida dum rapaz jovem que foi obrigado a casar cedo e que termina na prisão. As histórias não têm relação uma com a outra e contudo terminam num mesmo sítio, conformando a mesma quadrilha. E assim sucessivamente, o escritor conta a história do resto dos membros desta banda.

Além disso, o livro é curto e o estilo leve. Zambujal escreveu as linhas deste livro, tornando-as uma narração muito divertida e amena, com uma linguagem coloquial e com conteúdos interessantes para os diferentes gostos. O assunto deste livro é atraente para o leitor, já que quando começas a ler, tens de terminar a história.

O Aprendiz de Feiticeiro

Arquivar em: Sem categoria — ian @ 14:30

Recomendo este livro a quem agradar “despejos” de pensamentos.

“O Aprendiz de Feiticeiro”, da autoria de Carlos de Oliveira, é um livro agradável, onde o escritor deposita  a sua ideologia, a sua filosofia, o seu modo de pensar.

Carlos de Oliveira demonstra nesta crónica a amizade com diversos autores, cujos nomes são familiares. Um destes famosos autores é Afonso Duarte, seu amigo que viveu em Coimbra, destinatário de muitas das suas cartas e inspiração para o poeta que Carlos de Oliveira foi, e , quando este fala de Afonso, apresenta um enorme respeito e lembrança pelo poeta. Esse é outro aspecto surpreendente: o seu afecto pelas pessoas próximas. Sua mulher, Ângela, apelidada de Gelnaa, é um perfeito exemplo disto, pois o autor não perde uma oportunidade de mencionar a perfeição da sua esposa.

Para além de conhecer pessoalmente vários autores, também revela um vasto conhecimento de autores não contemporâneos, sendo um deles Eça de Queirós.

Algo que também poderá agradar os leitores é a falta de linearidade entre capítulos. É perfeitamente possível ler o último capítulo do livro sem ler qualquer um dos anteriores.

Para terminar, quero ainda comentar o título que acho muito apelativo. “O Aprendiz de Feiticeiro”, à partida, pode dar a impressão de livro juvenil sobre ficção-científica , mas o que se encontra dentro do livro é muito diferente do que se pode esperar. O aprendiz é Carlos de Oliveira, somos todos nós, e o Feiticeiro é a vida, o nosso “mestre” com quem estamos sempre a aprender.

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